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24/08/2012



Servidores continuam em greve - O governo cortou o ponto dos servidores, mas a greve continua a todo vapor, afetando a vida dos brasileiros e da economia como um todo. Produtos ficam retidos nas alfândegas, empresas ficam sem insumos. Há risco de falta de medicamentos. Greve é da democracia, o trabalhador tem que ter a liberdade de usar esse direito, mas o problema é que há no Brasil o uso desigual do direito de greve.

MP denuncia 17 do banco Panamericano por crimes financeiros - Ontem, o Ministério Público Federal denunciou à Justiça ex-diretores e ex-funcionários do banco, que teve um rombo de R$ 4,3 bi. É um passo importante. Além de gestão fraudulenta, o banco mentiu para o BC, ludibriou a Caixa, que entrou como sócia. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobriu R$ 3,8 bi do total do rombo.

Julgamento do mensalão - Nesta semana, o ministro do STF Ricardo Lewandowski, revisor do processo, divergiu do relator, Joaquim Barbosa, e absolveu o deputado federal João Paulo Cunha, do PT. Um dia antes, ele tinha concordado com Barbosa e pedido a condenação do ex-diretor do BB Henrique Pizzolato.

Obra de Belo Monte é suspensa por decisão da Justiça - A Norte Energia, que constrói a hidrelétrica, foi notificada da decisão do TRF da 1ª região, para quem o Congresso não ouviu as comunidades indígenas afetadas pela obra no rio Xingu.

Desemprego - Por causa da greve dos servidores do IBGE, pelo segundo mês consecutivo, a taxa média de desemprego, calculada em seis regiões metropolitanas, não foi divulgada. Em nota, o IBGE explicou que, excepcionalmente, não foram divulgados os números das regiões do Rio e de Salvador. Por causa disso, não foi possível calcular a taxa média. Nas outras regiões pesquisadas, o desemprego só subiu um pouco em Recife entre junho e julho (de 6,3% para 6,5%). Em Belo Horizonte (de 4,5% para 4,4%), São Paulo (de 6,5% para 5,7%) e Porto Alegre (de 4% para 3,85), a taxa caiu.

Inflação - Prévia da inflação oficial, o IPCA-15 de agosto subiu 0,39%. A inflação em 12 meses voltou a aumentar, chegando a 5,37%. Os preços dos alimentos continuam pressionados.

Aeroportos - O governo quer mudar o modelo de privatização dos aeroportos. O Globo publicou a notícia esta semana. Quer que a Infraero fique no controle e tenha um sócio estrangeiro. Mas será que haverá algum interessado, já que, no fim das contas, a Infraero é que mandará? O modelo escolhido para os primeiros aeroportos - Guarulhos (SP), Brasília, Viracopos (Campinas) - estava errado. De novo, pode errar.

Trem-bala - Saiu esta semana a minuta do edital do trem-bala. O primeiro leilão - operação - será dia 29 de maio. Depois, haverá outro, para a parte de infraestrutura. O governo também alterou critérios para definir o vencedor, como O Globo mostrou hoje, será escolhido quem combinar maior valor de outorga com baixo custo de construção. A tarifa máxima que será cobrada é de R$ 0,49 por quilômetro.

Contas externas - Em julho, o déficit em conta corrente foi de US$ 3,8 bilhões, mais brando que o de junho (-US$ 4,4 bilhões). O balanço de pagamentos como um todo, no entanto, registrou saldo de US$ 609 milhões.

IED recorde e menos gastos no exterior - O Brasil recebeu US$ 8,4 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em julho, melhor dado para o mês desde 1947. Com o dólar mais caro, brasileiros gastaram 10% menos no exterior em julho em relação ao mesmo período de 2011.

Casino assume Pão de Açúcar - A família de Abílio Diniz vendeu US$ 10,5 milhões em ações ao Casino, que passou a ter 52,5% do capital votante e 70,4% do capital total da Wilkes, empresa que controla a rede varejista.

IPI menor para carros será prorrogado - O governo vai prorrogar por mais dois meses o benefício, que terminaria na semana que vem.

Europa - A Grécia quer mais prazo para cumprir os compromissos fiscais, mas a Alemanha de Merkel, que se reuniu esta semana com Sarkozy, quer que ela cumpra os compromissos que tem.

EUA - A ligeira recuperação americana está ameaçada pela possibilidade de corte de gastos e aumento de impostos. Uma comissão bipartidária, encarregada de estabelecer cortes nas despesas, até agora, não chegou a um consenso. Com isso, os cortes podem ser automáticos. Já os impostos devem ser elevados porque está chegando ao fim o desconto dado aos muitos ricos por Bush e à classe média por Obama.




Fonte:
http://oglobo.globo.com/

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30/07/2012






Europa: A semana começou com a Europa em foco. A Espanha, mais uma vez, no centro das preocupações. O país começou a falir pelas partes: depois de Valência e Múrcia, Catalunha, região autônoma de extrema importância para a Espanha, admitiu que pedirá resgate ao fundo do governo, que também pode ser resgatado.
A Moody´s ameaçou até rebaixar a nota da Alemanha, que tem triplo A.

A situação está melhor agora, as bolsas da Europa em alta, porque Mario Draghi, presidente do BCE, deu declarações fortes sobre a possibilidade de alterar regras para ajudar mais os países. Disse que fará o necessário para preservar o euro. Há expectativa de que o BCE e a UE agirão em conjunto para reduzir os custos de financiamento da Espanha e da Itália.

Reino Unido - A economia britânica continua em recessão. No segundo trimestre, o PIB encolheu 0,7% em relação ao primeiro, mais do que o previsto. O país já estava em recessão por ter registrado dois trimestres seguidos de retração do PIB.

EUA - Foi divulgado hoje que o PIB cresceu 1,5% no segundo trimestre - acima da previsão dos analistas. O número, no entanto, representa uma desaceleração em relação ao registrado no primeiro trimestre, revisado para 2%. Os preços dos imóveis aumentaram pela primeira vez em cinco anos. A economia americana está começando a sair do longo período de baixo crescimento.

Mercado de trabalho - A greve dos servidores do IBGE impediu que os dados de desemprego do Rio fossem processados. Com isso, pela primeira vez em 20 anos, o IBGE não divulgou a taxa de desemprego média de junho, só a das regiões metropolitanas: Recife (6,3%), Salvador (7,9%), Belo Horizonte (4,5%), Porto Alegre (4%) e São Paulo (6,5%).

O mercado de trabalho continua forte, mas tem muita greve no setor público. O ritmo de crescimento do emprego, no entanto, está menor. Os números do Caged mostram isso: no primeiro semestre deste ano, foram criados 1 milhão de empregos com carteira assinada; no mesmo período do ano passado, 1,4 milhão.

GM manda funcionários para casa - Esta semana, a GM fechou seu complexo industrial em São José dos Campos e mandou os 7,5 mil empregados para casa. Depois, reabriu. A montadora disse que até o dia 4, quando há nova reunião com sindicalistas, não tomará nenhuma decisão que envolva demissão de trabalhadores. Estão pedindo prorrogação do incentivo fiscal. Em Londres, a presidente Dilma Rousseff disse que os setores que recebem incentivos devem garantir a manutenção do emprego.

Crédito, juros e inadimplência - O BC divulgou que a taxa de juros média cobrada das pessoas físicas caiu para 36,5% ao ano em junho (recuo de 2,3 ponto percentual), menor patamar da série histórica. Mas os números preliminares de julho mostram que voltou a subir. A inadimplência das famílias recuou de 7,9% para 7,8%. O crédito cresceu 1,5% em junho na comparação com maio; em 12 meses, a alta é de 17,9%.

Arrecadação - Com a atividade mais fraca, a arrecadação registrou a primeira queda no ano: em junho, a redução foi de 6,55% em relação ao mesmo mês de 2011.

Gastos dos turistas - Com o dólar mais alto, as despesas dos brasileiros no exterior recuaram 10% em junho na comparação com o mesmo mês de 2011.

Conta de luz: A tarifa de energia elétrica terá queda de 10%, porque o governo vai tirar alguns dos penduricalhos (encargos) da conta.

Lucro da Vale cai pela metade - A desaceleração da China afeta o preço do minério de ferro, que afeta o lucro da Vale. A empresa teve lucro líquido de R$ 5,314 bi no segundo trimestre, quase 50% menos do que o registrado no mesmo período do ano passado
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06/07/2012

Inflação perto de zero - O IBGE divulgou hoje que a inflação oficial desacelerou para 0,08% em junho, a menor taxa desde agosto de 2010. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,92%.

O grupo transportes foi o que mais ajudou nessa desaceleração. Por conta da redução do IPI, os preços dos carros novos e usados tiveram queda.

Crise na Europa - Nesta semana, houve uma ação forte de queda de taxa de juros para melhorar a situação da economia internacional. O BCE reduziu para 0,75%, e a Inglaterra decidiu injetar mais 50 bilhões de libras na economia. Não é a primeira vez que faz isso. Para que sua moeda não fique sobrevalorizada, a Dinamarca cortou sua taxa de juros que, pela primeira vez, está negativa.

China - Reduziu a taxa de empréstimos, de 6,31% para 6%. É uma medida para conter a desaceleração econômica.

EUA - Sobre a economia americana, sai um número bom, o que dá esperança, depois um ruim, que é um banho de água fria. Em junho, foram criadas 80 mil vagas, menos do que o esperado. A taxa de desemprego permanece em 8,2%.

Eleições no México - Peña Nieto, do PRI, partido que governou o país por 70 anos, venceu as eleições no México. Como houve denúncias de compra de voto, houve recontagem parcial, que deu, novamente, vitória ao PRI. Ele vai governar sem maioria no Congresso, terá de fazer uma coalizão, talvez com o PAN. Pela frente, Peña Nieto tem muitos desafios, como renovar o partido, que tem sua imagem ligada à corrupção.

Desde 2006, quando começou o governo de Felipe Calderón, 60 mil pessoas morreram na guerra contra o narcotráfico. Além disso, 48 jornalistas foram assassinados.

Mercosul em crise - Em 21 anos de Mercosul, aumentou muito o comércio, os negócios e a integração entre os países. O comércio do Brasil com os países do bloco saiu de US$ 4,5 bilhões para US$ 47 bilhões. Mas no momento, o Mercosul passa por uma crise: a Argentina cria barreiras ao comércio e quer um acordo com os chineses, quando o Brasil aumenta as tarifas de alguns produtos da China. Há desentendimentos na área econômica, mas o principal problema é político.

O Paraguai foi supenso do bloco, após a destituição de Lugo, mas a Venezuela, que comete violações constantes à democracia, entrou. Também há uma crise diplomática entre os dois países.

O Brasil, líder do bloco, cometeu erros na condução desse processo, ao incluir a Venezuela a jato no momento em que Paraguai, que ainda é membro, está supenso.

Argentina - Ontem foi um dia histórico na Argentina. A Justiça condenou os ex-ditadores Videla e Bignone por roubo de bebês de militantes políticos presos, mortos ou desaparecidos durante a ditadura. Eles eram entregues a famílias de amigos dos militares.

Indústria no vermelho - O setor continua patinando, após sete pacotes anunciados pelo governo. Nessa semana, o IBGE divulgou que a produção industrial caiu 0,9% em maio em relação a abril, pior do que o esperado. Na comparação com maio do ano passado, a queda foi de 4,3%. Há esperança de que junho seja melhor.

Balança comercial - Por causa da crise externa, a balança comercial brasileira registrou o menor superávit em 10 anos: no primeiro semestre, foi de US$ 7 bi.

Investimentos em marcha lenta - O site Contas Abertas divulgou que o governo só investiu 21% do previsto no Orçamento até agora. Dos R$ 91 bilhões, só aplicou R$ 18,9 bi até 30 de junho, incluindo restos a pagar.

Economia subterrânea em queda - Era do tamanho da Argentina; hoje, está em 16,8% do PIB, mais do que uma Suécia, segundo estudo feito por Etco e FGV. Em 2003, era 21% do PIB.

Poupança tem captação recorde - A diferença entre depósitos e retiradas em junho chegou a R$ 5,1 bi, melhor resultado para o mês desde junho de 2002
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22/06/2012

TRIBUTOS

A dúvida que um dia me fez marcar a opção errada numa prova de multipla escolha, hoje já não existe mais, pois, após fazer uma pesquisa profunda sobre tributos diretos e indiretos descobri sua distinção e suas peliculiaridades. Dessa forma resolvir compartilhar com vocês que talvez também pode ter essa mesma dúvida.

A atual estrutura tributária do país, baseada em impostos indiretos, afeta mais as camadas da população com menor renda. A conclusão é do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão vinculado ao governo.


Segundo o Ipea, 32% da renda dos brasileiros mais pobres -aqueles que têm renda per capita média de R$ 127- é convertida em pagamento de tributos.

Ainda de acordo com o estudo, 28% da renda vai para impostos indiretos, como PIS, Cofins e ICMS, e apenas 4% vai para os tributos diretos, como aqueles cobrados sobre bens e serviços”



Vale lembrar: PIS e Cofins não são impostos, mas contribuições. Dos três exemplos de ‘impostos’ dados pela matéria, apenas o ICMS é de fato um imposto. O termo ‘genérico’ para ser usado para designá-los não é ‘imposto’, mas ‘tributo’.



Mas o que é um imposto indireto? É o imposto que incide sobre o produto e não sobre a renda. Ele é indireto porque ele não leva em conta quanto a pessoa ganha, mas apenas o quanto ela consome. O imposto de renda, por exemplo, é um posto direto porque ele incide diretamente sobre a renda da pessoa: quanto maior a renda, maior o tributo, isto é, a relação entre a quantidade de tributo paga e a renda é direta.



Já no caso do ICMS, que é um imposto indireto, o tributo incide apenas sobre a parcela da renda que é utilizada para o consumo. Se a pessoa, em vez de comprar, resolve poupar, ela acaba não pagando os impostos indiretos. Por isso, apenas indiretamente ele consegue determinar o tamanho do patrimônio da pessoa.



Na prática, os impostos indiretos acabam prejudicando os mais pobres já que eles tendem a consumir uma parcela maior de suas rendas.
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28/05/2012

RESUMO DAS PRINCIPAIS NOTICIAS NO ÂMBITO ECONÔMICO



Europa - A semana foi marcada pela Grécia. O medo de que o país saísse do euro ficou muito concreto. Houve quedas nas ações no mundo inteiro.

Numa reunião informal dos países membros do euro, foi dito para que eles preparassem planos de contingência para a saída da Grécia, o que provocaria graves consequências, contágio. Na Espanha, o Bankia está com problemas, pediu ainda mais dinheiro do governo.

Isso provocou uma onda de pessimismo. Bolsas caíram; o dólar subiu, inclusive no Brasil. O BC atuou várias vezes para tentar evitar movimentos bruscos da moeda americana. Uma crise lá fora produziu efeitos aqui dentro.

Haverá novo encontro dos líderes europeus em junho. Hoje mesmo já se fala que a Alemanha está propondo políticas de crescimento.

Pacote para estimular a economia - É o sétimo desde 2008. De novo, o foco do governo é o setor automobilístico; o objetivo é esvaziar os pátios das montadoras. Prevê redução do IPI de automóveis, do imposto sobre operações de crédito. Desta vez, até o BC entrou, liberando R$ 18 bilhões de compulsório apenas para aumentar o financiamento de veículos.


PEC do Trabalho Escravo: O Brasil deu um passo importante esta semana. A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que permite a expropriação de propriedades rurais e urbanas onde for constatado trabalho escravo. É um avanço. Esse tema estava no Congresso há 11 anos. Fica dependendo de uma lei complementar para definir o que é trabalho escravo.

Nota do Japão é rebaixada - O Japão teve a "nota" rebaixada esta semana pela agência Fitch, que destacou o alto endividamento do país. Acontece que o Japão sempre teve dívida elevada - está em 200% do PIB, a maior do mundo, sempre financiada a custo baixo pelos próprios japoneses.

Desemprego cai - O mercado de trabalho continua aquecido. A taxa de desemprego, que tinha subido em março, voltou a cair em abril, passando de 6,2% para 6%, a menor para o mês desde 2002, segundo o IBGE.

Já o rendimento médio real dos trabalhadores caiu 1,2% em relação a março, para R$ 1.719,50.

Contas externas: Os brasileiros estão gastando menos no exterior - em abril, a queda foi de 7,6% em relação a março. O motivo é a alta do dólar. A entrada de capital estrangeiro também foi menor.

Crédito e inadimplência em alta, juros caem - O BC divulgou hoje que o volume de crédito cresceu 1,2% em abril na comparação com o mês anterior, chegando a R$ 2,1 bilhões. No ano, o crescimento é de 3,5%; e em 12 meses, de 18,1%.

A inadimplência do consumidor (atraso acima de 90 dias) subiu para 7,6% em abril. Já a taxa média de juros cobrada das famílias caiu 2 pontos percentuais, para 42,1% ao ano, uma boa notícia.

IPCA-15: A prévia da inflação oficial acelerou em maio para 0,51%, mas continuou recuando no acumulado em 12 meses, de 5,25% para 5,05%. A boa notícia é que os preços dos serviços desaceleraram.


Fonte:  Globo News
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21/05/2012

ECONOMIA EM FOCO

Assuntos mais comentados da semana.

Por, Mirian Leitão

Comissão da Verdade - Numa cerimônia muito bonita, que contou com a presença dos ex-presidentes Sarney, Collor, FHC e Lula, a presidente Dilma instalou a Comissão da Verdade, que vai buscar informações sobre os crimes cometidos na ditadura. Dilma fez um discurso perfeito.

Esse encontro com o passado não é fácil, mas necessário; outros países já fizeram isso. A Comissão foi muito bem composta, com pessoas equilibradas que têm anos de experiência na área de direitos humanos. Como cidadã brasileira, desejo sucesso à Comissão.

Lei de Acesso à Informação Pública - Entrou em vigor esta semana. Ela expande e aperfeiçoa a democracia brasileira. Governos e órgãos públicos terão de divulgar mais dados.

O BC, por exemplo, informará os votos dos diretores do Copom já na próxima reunião. É uma ótima decisão, porque dará mais transparência.

IBC-Br - Hoje, o BC divulgou o IBC-Br de março, índice que tenta antecipar o resultado do PIB. Pelo terceiro mês seguido, mostrou retração. Em março, o recuo foi de 0,35%. No trimestre, a alta é de 0,15%. O índice pode estar antecipando a estagnação do PIB no primeiro trimestre do ano.

Europa - A situação continua crítica. Corrida bancária na Grécia, por temor de que o país saia da zona do euro. Também houve estresse bancário na Espanha, por dúvidas em relação à solidez de alguns bancos, como o Bankia. Algumas instituições financeiras do país foram rebaixadas. O pior cenário seria a Grécia deixar a união monetária; todo mundo perderia.

Hollande toma posse - Essa foi a notícia boa da Europa esta semana. Numa cerimônia simples, debaixo de chuva, François Hollande tomou posse como o novo presidente da França e logo depois foi a Berlim para se reunir com Angela Merkel. Eles pensam de maneira diferente, mas devem se entender para conduzir a Europa nessa crise.

Alemanha livra zona do euro da recessão - Graças ao crescimento do PIB da Alemanha, que expandiu 0,5% no primeiro trimestre, a zona do euro não registrou retração, o que faria com que a região entrasse novamente em recessão. Entre janeiro e março, o PIB da zona do euro ficou estagnado.

Caged - O Brasil criou em abril 216.974 empregos com carteira assinada, menor resultado para o mês desde 2009. Em relação ao mesmo mês de 2011, a queda é de 20,3%. O governo começa a pensar em novos estímulos à economia e, de novo, em ajudar a indústria automobilística.

Facebook - Estreou hoje negociações na bolsa eletrônica Nasdaq, em Nova York. A empresa terá um valor de pelo menos US$ 100 bilhões. É importante para se pensar: riqueza é inteligência. Em oito anos, a empresa ficou desse tamanho.

Vendas no varejo - Depois de ficarem estáveis em fevereiro, tiveram alta de 0,2% em março em relação ao mês anterior.
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18/04/2012

O QUE FAZER QUANDO ESTÁ ATOLADO EM DÍVIDAS

“Há dois anos, abri uma loja de roupa feminina especializada em moda para sair à noite. O ponto onde a loja estava localizada não era tão bom, então, em dezembro de 2008, consegui comprar um ponto comercial bem central. Como eu não tinha o valor do ponto, fiz um empréstimo no banco de 24 vezes de R$ 4.400. Desde que a loja foi aberta nesse novo ponto ela vem vendendo uma média de R$ 15 mil por mês. Acontece que está muito difícil pagar o aluguel, um funcionário, todas as demais despesas (água, luz, telefone, impostos...) e mais esse empréstimo. Então, o que venho fazendo é comprar as mercadorias a prazo. E todo mês o valor recebido com as vendas é para pagar as prestações e os cheques das mercadorias compradas a prazo e não sobra dinheiro para comprar mercadorias à vista (das quais eu conseguiria um bom desconto). Isso vem me preocupando muito porque está virando uma verdadeira bola de neve. Eu já tentei inovar em várias coisas na loja, como a implantação de cartões presente, divulgação na internet (grátis), aumentei o mix de produtos e já paguei por propaganda em uma rádio da cidade. Acontece que agora eu não tenho mais verba para publicidade, o que me preocupa muito. Gostaria de receber algumas dicas de como eu posso fazer para aumentar as vendas da loja e solucionar meu problema financeiro.”
Katia


Vamos por partes:

Creio que você deve, urgentemente, fazer uma adequação de seus custos às receitas atuais, revendo, por exemplo, o valor do aluguel, o local onde você está instalada. Você já tentou renegociar o empréstimo com as taxas atuais de mercado? Muita gente tem obtido descontos em novos empréstimos, já que as taxas vem caindo

Outro ponto: R$ 15 mil de receita por mês não é pouca coisa. Será que seus gastos estão sob controle e os valores condizem com os de mercado? O salário que você paga à sua funcionária não estaria elevado? E sua retirada mensal? Está adequada ao momento pelo qual você está passando?

Quanto aos prazos praticados: você menciona que não sobra dinheiro para pagar à vista, com desconto. Tente observar o prazo médio que você pratica e os juros que você embute nesta venda a prazo, comparando-o com o que você obtém com seus fornecedores. É muito comum o empresário não comparar o prazo que recebe e o que oferece. O resultado? Problemas de caixa: quanto mais vende, pior fica a situação.

Por fim, você já tentou fazer uma parceria com seu fornecedor? Verifique se ele pode lhe dar um prazo maior para esta fase de dificuldade. Depois que a situação se normalizar você passaria a comprar em prazos menores, com desconto. Você poderia planejar uma estratégia conjunta com ele (se necessário coloque tudo no papel para que ele sinta que você fez os cálculos). Se ele perceber um bom potencial nesta parceria acho que ele aceitaria crescer com você. Mas atenção aos juros praticados por ele. Faça comparação com outras taxas de mercado e, sobretudo, às taxas que você pratica nas suas vendas a prazo.

Resumo: reveja seus gastos. Neste momento você deve pensar até em reduzir seu tamanho para, depois, crescer com mais força.

Boa sorte!


Pequenas Empresas Grandes Negócios
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11/04/2012

O EMPRESÁRIO ROBERTO JUSTUS FAZ BICO EM POSTO DE GASOLINA POR UM DIA




O apresentador e empresário Roberto Justus foi frentista por um dia. Para seu programa "Roberto Justus+", ele passou o dia em um posto de gasolina de São Paulo e executou várias atividades da profissão. Sem experiência, Justus abasteceu, limpou vidros, calibrou pneus e checou água e óleo dos veículos. Ele chegou ainda a levar bronca do gerente por pedir "caixinha" toda hora e dizer que o vidro do carro do cliente estava "imundo". No fim do dia, o apresentador arrecadou R$ 8,50 em gorjetas e as doou para os frentistas do posto.

É SEMPRE BOM QUE OS EMPRESÁRIOS FAÇAM ISSO, PRA SENTIR NA PELE O QUANTO SEUS "COLABORADORES" SOFREM NAS ATIVIDADES PESADAS DO DIA-A-DIA!
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07/04/2012

EM NOSSO NOME

Em nosso nome

É tão asqueroso que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) absolva um homem acusado de estupro de três meninas de 12 anos com o argumento que elas se “prostituíam” que tentei evitar o assunto. Nós nos acostumamos a ver abusos assim pela Justiça de países distantes, como no Afeganistão, onde uma mulher foi presa pelo delito de ter sido estuprada. Esse ato nos igualou aos piores países para as mulheres.

Estupro é estupro senhores ministros e senhoras ministras do STJ. Isso é crime. Sexo de adultos com menores é crime. Nesse caso, há os dois componentes de uma perversidade. Quando um tribunal “superior” aceita atos tão inaceitáveis é o país como um todo que se apequena.

Há momentos em que não reconhecemos o país em que vivemos. Este é um deles. Não reconheço nesta decisão o país que aprovou a Lei Maria da Penha criminalizando a violência dita “doméstica”. Não reconheço aí o país em que governo e ONGs, sociedade e imprensa, se uniram num pacto não escrito contra a exploração sexual infantil. Não reconheço o país que aprovou o Estatuto da Criança e do Adolescente e o preservou contra todas as críticas. Não reconheço o país que instalou, em inúmeras cidades, delegacias da mulher, nas quais, com a ajuda de psicólogos e policiais, a vítima tem sido ajudada no doloroso processo de falar sobre a humilhação vivida.

O argumento de que elas se prostituíam, e, portanto, o réu pode ser absolvido, é preconceituoso. A prostituta mesmo adulta não pode ser forçada ao que não aceitou. Meninas que se prostituem aos 12 anos comprovam que o país errou, a sociedade não as protegeu, as escolas não as acolheram, o Estado fracassou. É uma falha coletiva e não apenas das famílias. Elas são vítimas por terem se prostituído, são vítimas porque foram violentadas, são vítimas porque um tribunal superior deu licença ao criminoso.

O Brasil está sendo condenado internacionalmente. Na quinta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos criticou o Brasil por estar “revogando” os direitos humanos das menores. Merecemos o opróbrio.

Não foi uma decisão impensada. Foi a confirmação pela Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça da decisão tomada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que confirmava a sentença de um juiz. Era a terceira instância. No voto, a relatora ministra Maria Thereza de Assis Moura diz que as vítimas não eram “ingênuas, inocentes, inconscientes a respeito de sexo”.

Diante da repercussão nacional e internacional do assunto, o STJ, na quinta-feira, soltou uma nota dizendo que a decisão “não institucionaliza a prostituição infantil”. Pois parece. Por mais que em jurisdiquês se tente minimizar ou relativizar a decisão, em algum momento na frente, algum juiz, ou tribunal, recorrerá a este caso como jurisprudência. No nota, o STJ diz que não aceita as críticas que “avançam para além do debate esclarecido sobre questões jurídicas, atacam de forma leviana a instituição, seus membros, sua atuação jurisdicional”.

Que debate “esclarecido sobre questões jurídicas” poderia justificar tal disparate? Uma sociedade civilizada que sabe que é responsável pela proteção de pessoa vulnerável, que reconhece a violência que desde sempre se abate sobre mulheres, que combate a pedofilia, não pode aceitar uma decisão como esta. Perder-se em questiúnculas jurídicas é o caminho mais rápido para não ver a dimensão da escolha que está sendo tomada em nome da sociedade brasileira. Eu, brasileira, confesso, me envergonho dela.

Como hoje é dia do jornalista, quero comentar nesse espaço outra decisão — com nenhuma relação com o caso acima — que foi tomada em nome da sociedade. Desta também me envergonho. O Brasil ficou contra um plano de ação da ONU contra mortes de jornalistas. O projeto era criar um sistema de vigilância e alerta para os profissionais em risco.

É óbvio que é preciso proteger os jornalistas que acabam morrendo em conflitos nos quais estão registrando os fatos. Há outras circunstâncias, mesmo quando não há um conflito, em que o jornalista vira vítima por incomodar alguém, ou um grupo, com o que noticia. O Brasil se juntou à Índia e ao Paquistão para derrotar a aprovação do plano de ação da ONU.

A notícia foi divulgada na semana passada, mas tomada numa reunião do dia 22 e 23 de março, em Paris. Como os três países não deram seu apoio imediato, a implantação do programa de proteção aos jornalistas ficou para 2013. Quase mil jornalistas foram mortos nos últimos 20 anos.

O Itamaraty costuma embrulhar decisões equivocadas em tortuoso diplomatês. Afirma que não discorda do mérito, mas da forma que foi negociado, ou de alguma vírgula, ou de algum termo. Nesse caso, disse que não é contra o plano para proteger jornalistas, apenas não concordou com certas palavras e expressões usadas no texto. Que os diplomatas então tirem a dúvida durante o processo de negociação, que saibam separar o essencial do supérfluo e que escolham o que parece natural.

O país no qual comecei a exercer a profissão tinha censura à imprensa e jornalistas podiam morrer sob tortura por discordar do regime. Hoje, felizmente, isso é passado. Exatamente pelo avanço das últimas décadas, o Brasil tem que estar ao lado de países que querem dar mais — e não menos — proteção aos jornalistas.

Os dois casos estão em esferas diferentes, mas neles se vê o mesmo erro. Autoridades se perderam em firulas — jurídicas, num caso; diplomáticas, no outro — e não viram toda a dimensão da decisão que tomaram em nome dos brasileiros.
Por Mirian leitão
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19/03/2012

ACORDO

A maior empresa do País, a Petrobras, e o empresário brasileiro mais rico, Eike Batista, estão prestes a se unir em um casamento de US$ 1,6 bilhão. A inédita associação entre eles se dará em um contrato de fornecimento de equipamentos para exploração do pré-sal. O elo será a OSX, que negocia a construção de duas sondas de perfuração com a Sete Brasil, empresa de investimentos da qual a estatal é sócia. Se o acordo der certo, as sondas construídas por Eike serão alugadas para a própria Petrobras

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/blogs-e-colunas/coluna/4_DINHEIRO+NA+SEMANA
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23/01/2012

ECONOMIA EM FOCO

Europa - Depois do rebaixamento de alguns países da Europa, entre eles a França, a S&P rebaixou esta semana o fundo de resgate, mecanismo criado para salvar a Europa, financiar os países em dificuldade.


Mas países em crise, como a Espanha, conseguiram captar a custo até menor. Nesta semana, a negociação da Grécia com os credores continuou, mas ainda não há nada concreto. O país está negociando um calote ordenado com os bancos; até agora, de 50%.

Previsões mais pessimistas para a economia mundial - O Banco Mundial divulgou relatório alertando os países emergentes para o risco de que a crise, desta vez, provoque queda do crescimento econômico tão forte como em 2008.

Segundo a instituição, "os países emergentes devem esperar pelo melhor e se preparar para o pior". Já o FMI prevê que a Europa ficará dois anos em recessão.

China desacelera devagar - Havia medo em relação à desaceleração da economia chinesa, mas números divulgados esta semana mostraram que o país reduz o ritmo, mas de maneira devagar, o que é bom.

Em 2011, o motor que puxa a economia mundial cresceu 9,2%. O país também já é mais urbano do que rural, o que abre oportunidades e desafios. Para o Brasil, isso pode ter uma consequência importante: aumento da demanda por alimentos que produzimos.

BC reduz juros - Como previsto, a taxa de juros caiu 0,5 ponto, para 10,5%, a menor em 18 meses. O comunicado mostrou que haverá, pelo menos, mais uma queda da mesma intensidade na reunião de março. Segundo previsões dos bancos, a inflação continuará recuando no acumulado em 12 meses.

IBC-BR volta a avançar - O índice de atividade econômica do BC, que tenta prever o desempenho do PIB, avançou 1,15% em novembro ante outubro, depois de três quedas seguidas. Esse dado é muito bom, porque mostra recuperação da economia no fim do ano.

EUA facilitam visto para atrair mais brasileiros - Os turistas esperarão menos tempo para conseguir o visto para os EUA, que reduzirão a burocracia envolvendo a concessão. Obama disse que quanto mais "amigos" o país receber, mais americanos terão emprego.

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/
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